AUTOMAÇÃO PODE ACABAR COM 30% DOS EMPREGOS ATÉ 2030

Em 1 de dezembro de 2017 por Torba Azenha em Destaque, Highlights, Pesquisa

Torba Azenha

Se o mundo não se preparar para o futuro as consequências podem ser incontornáveis. Esta é a conclusão do novo relatório da McKinsey Global Institute (MGI), uma das mais respeitadas consultorias (e “think-tank”) globais.

O estudo “Jobs lost, jobs gained: Workforce transitions in a time of automation” sugere que até 800 milhões de trabalhadores humanos serão obrigados a mudar de emprego ou aprender novas habilidades como resultado da automação.
Outras previsões já estimaram números muito semelhantes ao relatório MGI sobre os efeitos da automação nos próximos anos, mas os especialistas divergem em como encaminhar soluções para o problema.
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, falou sobre a necessidade de investir na educação para fazer frente à automação. O vice-presidente da IBM, Watson, David Kenny, argumentou que a responsabilidade por esta educação e reciclagem recai sobre as empresas e não apenas sobre os sistemas de educação formal.
O ex-presidente do Google na China, Kai-Fu Lee, também falou em reciclagem para ajudar o trabalhador humano a encontrar outras profissões. Mas Lee não gosta da proposta de renda básica universal (UBI), ao contrário do que muitos – incluindo os vencedores de economia do Nobel e bilionários de tecnologia, como o CEO da Virgin Group, Richard Branson e o CEO da Tesla, Elon Musk – consideraram ser uma solução econômica potencialmente viável e que poderia diminuir os efeitos do desemprego.