Patentes no Brasil

PEDIDOS DE PATENTE NO BRASIL REFLETEM QUADRO INCOMUM

Em 17 de dezembro de 2016 por HiArbix em Highlights, Pesquisa

Torba Azenha

As universidades públicas do Brasil são as maiores depositantes de patentes de invenção. É uma situação pouco comum essa que acontece no sistema de ciência e tecnologia do país. Na maioria dos países desenvolvidos são as empresas, e não as universidades, que mais registram pedidos de patentes.

O setor privado brasileiro (com exceções, é claro) mostra que ainda é avesso a riscos e que não colocou a inovação na sua agenda, apesar das patentes serem, basicamente, um bem industrial. Esses dados (ver quadro) também deixam claro que as empresas não estão participando decisivamente do esforço de P&D no país, que ficou a cargo da universidades.

A Lei de Inovação, de 2004, determinou que todas as instituições de ciência e tecnologia do país formassem Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT), e a Agência de Inovação Inova Unicamp se tornou referência entre as universidades brasileiras.

Apesar de ter mais de 1.000 tecnologias protegidas ativas e ter licenciado 131 delas para empresas, o investimento de universidades em patentes e no licenciamento de tecnologias não se justifica pelo potencial retorno financeiro, mas pela criação de um ambiente de inovação ao redor da instituição.

A Agência USP de Inovação também se destaca. Há 15 anos requeria entre 5 a 10 patentes e hoje chega a 60 e 80 pedidos anuais.